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Resenha sobre o livro de Steve Jobs

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Resenha sobre o livro de Steve Jobs

Mensagem  Admin em Sab Jun 02, 2012 12:30 am

Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.


O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?

O próprio Jobs se encarregou pessoalmente de arranjar os contatos dessa gente toda, inclusive dos desafetos, e ainda disse à Isaacson que podia escrever o que bem entendesse, abriu as portas de sua fábrica de segredos em Palo Alto, e falou que confiava no trabalho e competência do biógrafo, que já escreveu sobre Einstein e Franklin. Pelo visto, Jobs pediu para que o biografasse porque se achava o próximo na linha de sucessão desses grandes homens. Risos.

A obra inicia contando as origens de Steve, a história de seus pais biológicos, e sua infância de baby boomer com seus pais adotivos buscando o sonho americano na Califórnia. O mimado protagonista, que cresceu entre os carros antigos que seu bondoso pai reformava e os clubes de eletrônica onde conheceu pessoas-chave em sua história, batia o pé para conseguir dos pais o que quisesse, desde seguir sua maluca dieta vegetariana até estudar numa faculdade bacana e cara. Desde cedo, a forte personalidade – ou marra, como dizem os colegas cariocas, ou falta de educação, ou ainda sociopatia aguda, uma vez que todos os sintomas estão ali – já estava presente no garoto.

Apesar, e talvez até por causa disso, Jobs conseguiu que suas equipes criassem produtos incríveis, mesmo que isso significasse atrasos gigantescos no cronograma e prejuízos futuros. É especialmente notável o episódio do desenvolvimento e lançamento do Macintosh, onde as três equipes que trabalhavam na Apple no início dos anos 80 (do Lisa, do Mac e do Apple II) ostentavam camisetas com provocações umas às outras.

Em certos trechos, a vontade era de entrar no livro e pessoalmente estapear Jobs, que por vezes parecia nada mais que um hippie pé-sujo que explorava as vulnerabilidades das pessoas de quem não gostava (e até das que gostava) por nada. Ele até literalmente chorava como um garotinho mimado para conseguir o que queria. Sempre que alguém o contrariava, eu vibrava. E olha que sou macfag de carteirinha.

Para Jobs, o mundo não tinha nuances, e era divido entre gênios e incompetentes. Quando se deparava com alguém que julgasse inferior, as humilhações eram de deixar o cara chorando num cantinho escuro balançando a cabeça e gemendo. Mas quando encontrava um gênio, espremia as pessoas e buscava todo o seu talento e exibia seu potencial com resultados palpáveis. Completamente alheio aos sentimentos dos outros, é até incrível que Jobs tenha se cercado de tanta gente bacana. Mas seus companheiros fiéis acabaram por aprender a lidar com isso, ainda que um conformado Jonathan Ive tenha se mostrado um tanto magoado pela mania do chefe de levar crédito pelo que não fez.

Apesar da rabugice, Jobs era mesmo muito talentoso e obstinado em fazer apostas arriscadas que acabavam acertando de modos que nem ele mesmo tinha previsto inicialmente, abrindo caminhos para mercados e possibilidades não exploradas na indústria. E fazia tudo como se fosse salvar o mundo, com verdadeira paixão. E provavelmente seria assim com qualquer coisa que se propusesse a fazer na vida. Certamente fará falta.

O livro, escrito e enviado à editora antes da morte de Jobs, termina de modo melancólico e bastante reflexivo a respeito da vida e da morte. A expansão prometida por Isaacson é talvez desnecessária, pois sua cobertura será de apenas mais alguns meses, visto que ele narra fatos acontecidos até o meio do presente ano. Mesmo não indo até o fim propriamente dito da vida de Steve, dá uma ampla cobertura dos dramas vividos pelo ex-CEO, em parte auto-infligidos por conta de seus distúrbios alimentares agravados por suas crenças, e até pelo próprio Campo de Distorção da Realidade. Resta saber se essa atualização vai ser incremental ou teremos de comprá-la novamente. Espero que seja por 99 centavos de dólar.
Sobre a edição brasileira

Em resumo: leia no original. A morte de Jobs fez com que a editora apressasse o trabalho dos três traduttori traditori à base de chicotadas e traduções automáticas, porque somente isso explica os erros grosseiros cometidos pela trupe. Chegar ao ponto de traduzir “smartphone” como “celular inteligente” e “iCEO” como “iPresidente executivo” é absurdo. Ou ainda, que Jobs comprou uma casa “adequada” – o que não faz o menor sentido em português e poderia ser feito de outro jeito sem perder o significado. Dá vontade fazer o Jobs e chamar todo mundo de incompetente. Botaram três negos pra traduzir o calhamaço mais depressa mas não se deram ao trabalho de botar um nerd macfag pra revisar.

Em outro trecho, admito que ficou bacana: conta-se de uma festa à fantasia em que Jobs se vestiu de Jesus, o que causou “incredulidade”. Não sei se a esperteza foi do autor ou dos tradutores, porque se foi desses últimos, é muito provável que não tenha sido proposital.

Nem adianta dizer que o certo é ler em inglês porque nossa língua corrompe o sentido original; a esses digo que vão lá ler Sun Tzu ou Dostoievski. Não se trata de uma obra para os anais da literatura mundial, e sim de uma biografia recheada de termos técnicos e difíceis para os prováveis leitores noobs que o livro atrai, e que, se não corretamente traduzidos (como aconteceu aqui) podem levar o incauto leitor ao engano ou à completa incompreensão do texto. Traduzir, assim como escrever, é uma arte para poucos.


Resenha escrita por Fabiana Lima


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